Rotina, Nárnia e go go rangers.

Señoras y señores lectores del fnpedia, buenas tardes.

É com imenso prazer que lhes digo: – voltei a ler! Estou falando, é claro, da minha alegria em poder devorar livros em poucas lidas e, em um curto período. Fazia tempo que não entrava num ‘conto de fadas’, derrotava os violões e saía querendo mais. Pensei até, ter perdido o gosto pela literatua (não mesmo). Nas duas ultimas semanas li quatro obras, A Dança Macabra – Stephen king, O Lago das Lágrimas – Emily Rodda, Histórias Extraordinárias – Edgar Allan Poe,  Raio X da Mente Humana (o autor é um palestrante brasileiro e o conteúdo não vale a sua própria celulose). Bom, vamos ao assunto que irei expor hoje: As Crônicas de Nárnia.

Poderiam ser escritos vááários e longos artigos sobre está série de livros escrita pelo irlandês C.S. Lewis. Está série me intrigou e, ainda me intriga pela, sua conexão com os ideais cristãos. O próprio escritor já escreveu alguns trabalhos teológicos.

Não darei muitos detalhes sobre o enredo, para não estragar o prazer de quem ainda não leu. O bem combatendo o mal, animais falantes, faunos, minotauros, anões, feiticeiras, duendes, gigantes, dríades, tudo isso misturado com muita aventura e uma pitada de suspense. Contos de fadas são sempre contos de fadas.

Ao desencadear dos fatos, acontecem muitas situações realmente parecidas com textos encontrados Bíblia, como pode-se ver no primeiro livro (segundo a ordem cronológica) O Sobrinho do Mago, conta a história da criação de Nárnia, com direito a fruto proíbido e tudo.=D

A temática cristã é o assunto que mais era polêmica entre críticos e leitores. Alguns cristãos colocam a série como um meio de evangelização, outros dizem que é um meio de passar ensinamentos pagãos. Minha opinião? -Os valores cristãos (acredito que estejam presentes), são descritos com muita sutileza, na maior parte da obra e, é preciso ter muito conhecimentos sobre estes para perceber a apologia muitas vezes colocada.

Contudo, é uma história muito encantadora, capaz de fazer o leitor suar em muitos momentos, rir e chorar em outros, nada comparada a saga O Senhor dos Anéis (postarei algo sobre a triologia), do genial J.R.R. Tolkien (amigo de C.S. Lewis), mas um bom texto.

Ordem Cronológica:

*O Sobrinho do Mago (1955)

*O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa (1950)

*O Cavalo e seu Menino (1954)

*Príncipe Caspian (1951)

*A Viagem do Peregrino da Alvorada (1952)

*A Cadeira de Prata (1953)

*A Última Batalha (1956)

Segundo o que percerbi, a disney está lançando os filmes segundo sua ordem de públicação, isso quer dizer que fãs dos longas, com preguiça de ler os livros, serão um saco até não assistirem todos, quem leu, evite discutir com esse pessoal. =D

Imagem do último filme, Príncipe Caspian.

[OFF] Estou lendo o livro Mentiras no Divã – Irvin D. Yalom. Não pretendo escrever nada sobre ele.

P.S.: Go Go Power Rangers.

Anúncios

Tocando o terror ;)

Olá caros leitores imaginários. Eu estava com muitas idéias para o post de estréia e não sabia sobre qual delas escrever, resolvi então, escrever um pouco sobre o ‘horror’, mais precisamente sobre o livro “Dança Macabra – Stephen King”. Não vou resenhar esta obra, pois no meu caso seria algo extremamente trabalhoso, pela falta de tempo. Bom, então aí vai:

Em Dança Macabra, King procura desvendar partes do psicológico que levam as pessoas a encontrar prazer no horror.

O horror funciona também como uma válvula de escape para emoções inconscientes. “É um convite para voltarmos a nossos instintos tribais e experimentar a sensação da selvageria”, diz o autor.

Na visão do escritor, os conflitos políticos e morais e as inquietudes tecnológicas de cada época tendem a influencia no o horror produzido no período. Os enredos podem ser metáforas de angústias reais do presente. Sugestão do mestre do horror para entender melhor: Vampiros de Almas (1956), de Don Siegel. Lançado no auge na Guerra Fria.

Podemos dividir o horror que é desencadeado nos livros, filmes, quadrinhos e outros meios de comunicação em massa, me dois níveis.

No primeiro, há o nível de horror explicito. Um exemplo é quando a menina Regan, em “O Exorcista”, vomita na cara do padre e se masturba com um crucifixo. O horror explicito pode ser feito em vários graus de refinamento artístico, sendo bom ou ruim, mas está sempre lá.

No outro nível, o trabalho do horror é mais potente, como diz o autor, “… é como uma dança, uma busca ritmada, em movimento”, e o que ela procura é o lugar onde o leitor ou espectador, viva seu nível mais primário.

O autor questiona: “O horror é uma arte?”. Neste segundo nível sim, ele alcança o estatuto de arte, pois procura algo para além do artístico. O verdadeiro horror artístico procura encontrar aquela sala em seu subconsciente, que até então você acreditava que apenas você sabia da sua existência.

No livro ainda é citado os 100 maiores filmes e os 100 maiores livros de horror de acordo com a classificação quanto à qualidade e ano. Como o livro foi publicado em 1981, talvez muitas das obras citadas não sejam conhecidas por leitores adolescentes. =P

Os títulos que me chamaram a atenção foram:

*O Encurralado (Duel) – Steven Spielberg – 1971

*Demência-13 (dementia-13) – Francis For Coppola – 1963

*Tubarão (Jaws) – Steven Spielberg – 1975

*O Massacre da Serra Elétrica (The Texas Chainsaw Massacre) – Tobe Hooper – 1974

*A Noite dos Mortos Vivos (Night of the Living Dead) – Roger Corman – 1956

*O Exorcista (The Exorcist) – Willian Friendkin – 1973

Segue aí uma imagem de uma matéria para a revista veja on-line, não sei por certo o ano, mas Extermínio estava em cartaz. XD

pode ver a imagem no meu flickr também.


Achei uma definição (o problema das definições é o espaço que elas abrem para críticas, ¬¬) do medo na internet de um ponto de vista cientifico e, acho interessante expor:

O medo origina-se do contato do organismo com dois tipos de sinais de perigo: inatos e aprendidos. Os inatos dizem respeito àquelas situações que ao longo da evolução filogenética foram selecionadas como fontes de ameaça à sobrevivência de uma espécie. Um gato, ou simplesmente o odor deste animal, sinaliza perigo em ratos que jamais tiveram contato prévio com felinos. Outros estímulos podem passar a sinalizar perigo através de um processo de aprendizagem chamado condicionamento clássico de medo. Isto ocorre quando estímulos aparentemente inofensivos são associados a estímulos aversivos, especialmente aqueles que deflagram dor. Por exemplo, um animal passará a expressar medo diante de um som que tenha sido previamente associado com a apresentação de choques elétricos. Similarmente, crianças podem tornar-se amedrontadas na presença de uma pessoa ou algo que anteriormente lhe infligiu dor ou extremo desconforto. Finalmente, podemos adquirir novos medos, ao longo da nossa história particular, através de determinadas relações sociais também envolvendo aprendizagem do tipo associativa.

Viva meu primeiro post e o Grêmio também!